sábado, 28 de junho de 2025

A aposta na luta de classes: uma estratégia viável para o Lula ganhar as eleições em 2026?


Hoje me deparei com uma discussão interessante no vídeo da TV 247 com Leo Sobreira, José Reinaldo e Joaquim de Carvalho. Nesse sentido é importante é tecer alguns questionamentos e reflexões – A aposta de luta de classes é uma estratégia viável diante de deserto de ideias e conhecimentos em que se encontra imerso neste lodo de ignorância e fake News? Farei outros questionamentos alinhados com a questão norteadora.                

Essa é uma pergunta rica, complexa e profundamente enraizada na conjuntura política, econômica e simbólica do Brasil atual. Vamos analisar por partes, tentando costurar estas provocações em torno de 2026 e da possibilidade de um novo triunfo eleitoral de Lula.

sexta-feira, 27 de junho de 2025

OLHOS DO SERTÃO: UMA ANÁLISE GEOPOLÍTICA China e Irã: uma aliança que desafia a hegemonia ocidental

 OLHOS DO SERTÃO: UMA ANÁLISE GEOPOLÍTICA

China e Irã: uma aliança que desafia a hegemonia ocidental

Tudo indica que a China está se posicionando abertamente ao lado do Irã. Recentemente, após ataques de Israel contra instalações nucleares iranianas, Pequim enviou um forte sinal diplomático ao mundo: um avião de transporte militar chinês aterrissou em Teerã com armamentos modernos. Para o mundo, a mensagem era clara: o Irã não está sozinho. Essa movimentação simboliza não apenas um gesto pontual, mas a consolidação de uma aliança estratégica que tem crescido a passos largos desde 2016.

Em sua visita a Teerão naquele ano, o presidente Xi Jinping declarou o desejo de integrar o Irã à Iniciativa Cinturão e Rota (Belt and Road Initiative), a megaplataforma de infraestrutura e logística da China. De lá para cá, Teerão tornou-se um elo fundamental nessa teia de corredores econômicos, energeticamente estratégico para os interesses chineses. Em 2023, o Irã tornou-se membro pleno da Organização de Cooperação de Xangai (OCX), bloco liderado por Pequim e Moscou, que inclui também a Índia e os países da Ásia Central, visando construir uma alternativa de segurança e cooperação à hegemonia ocidental.