terça-feira, 8 de julho de 2025

🌎 BRASIL, BRICS E A ANTESSALA DO GOLPE DE 2026


Entre soberania e vassalagem: o futuro que se desenha já foi vivido

Sabemos que a parte mais frágil dos BRICS ainda é o "B", o Brasil. Apesar do seu imenso potencial e das riquezas naturais, humanas e culturais que possui, ainda nos mantemos sob a sombra da Doutrina Monroe, tratados como quintal dos EUA.

Trump, Bolsonaro e o cerco à soberania brasileira

Ontem, dia 07 de julho de 2025, e ao longo destes dias aconteceram vários sinais. Donald Trump, já em seu novo mandato, interferiu diretamente em assuntos internos do Brasil, defendendo o ex-presidente Bolsonaro, responsável por crimes contra a saúde pública, a democracia e a soberania nacional.

Mais grave ainda, a Justiça da Flórida, em uma ação de grupos ligados à mídia e ao lobby sionista, citou o nome do ministro Alexandre de Moraes. A mensagem é clara: o Brasil precisa ser punido por ousar liderar os BRICS e por tentar desdolarizar parte de sua economia.

Tudo isso é uma ofensiva geopolítica para enfraquecer o papel do Brasil como liderança global alternativa e manter o Brasil com o quintal dos EUA; que este se afaste dos BRICS, como a Argentina sob a liderança da extrema direita, por lá.

🛡 A OTAN, o Império estadunidense em guerra e a verdade que precisamos encarar

 🛡 A OTAN, o Império estadunidense em guerra e a verdade que precisamos encarar

A nova cúpula da aliança atlântica, Trump, a submissão europeia e a guerra contra as soberanias

A mais recente cúpula da OTAN escancarou, para quem acompanha a geopolítica com olhos críticos, a real face do mundo atual: a derrota estratégica da Ucrânia diante da Rússia, o avanço da máquina de guerra norte-americana e a submissão quase absoluta da Europa aos interesses de Washington.

No vídeo “A OTAN expõe sua derrota mais uma vez”, o analista Brian Berletic, do canal The New Atlas, desnuda o teatro da propaganda ocidental. Acesse aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=e0iTqkpGtqY

Europa falida, mas armada

Um dos "consensos" da cúpula foi a exigência de que os países membros aumentem seus gastos militares para 5% do PIB. Isso equivale a um suicídio fiscal para países mais frágeis, como Portugal, que corre o risco de quebrar. Tudo isso para manter guerras por procuração como a da Ucrânia, que, no fundo, são interesses econômicos e geoestratégicos dos EUA.

Trump, já de volta à presidência, afirmou que “a OTAN será muito forte sob nós”. Ou seja, sob a sua liderança, com a Europa em posição de vassalagem e servidão.

sábado, 28 de junho de 2025

A aposta na luta de classes: uma estratégia viável para o Lula ganhar as eleições em 2026?


Hoje me deparei com uma discussão interessante no vídeo da TV 247 com Leo Sobreira, José Reinaldo e Joaquim de Carvalho. Nesse sentido é importante é tecer alguns questionamentos e reflexões – A aposta de luta de classes é uma estratégia viável diante de deserto de ideias e conhecimentos em que se encontra imerso neste lodo de ignorância e fake News? Farei outros questionamentos alinhados com a questão norteadora.                

Essa é uma pergunta rica, complexa e profundamente enraizada na conjuntura política, econômica e simbólica do Brasil atual. Vamos analisar por partes, tentando costurar estas provocações em torno de 2026 e da possibilidade de um novo triunfo eleitoral de Lula.

sexta-feira, 27 de junho de 2025

OLHOS DO SERTÃO: UMA ANÁLISE GEOPOLÍTICA China e Irã: uma aliança que desafia a hegemonia ocidental

 OLHOS DO SERTÃO: UMA ANÁLISE GEOPOLÍTICA

China e Irã: uma aliança que desafia a hegemonia ocidental

Tudo indica que a China está se posicionando abertamente ao lado do Irã. Recentemente, após ataques de Israel contra instalações nucleares iranianas, Pequim enviou um forte sinal diplomático ao mundo: um avião de transporte militar chinês aterrissou em Teerã com armamentos modernos. Para o mundo, a mensagem era clara: o Irã não está sozinho. Essa movimentação simboliza não apenas um gesto pontual, mas a consolidação de uma aliança estratégica que tem crescido a passos largos desde 2016.

Em sua visita a Teerão naquele ano, o presidente Xi Jinping declarou o desejo de integrar o Irã à Iniciativa Cinturão e Rota (Belt and Road Initiative), a megaplataforma de infraestrutura e logística da China. De lá para cá, Teerão tornou-se um elo fundamental nessa teia de corredores econômicos, energeticamente estratégico para os interesses chineses. Em 2023, o Irã tornou-se membro pleno da Organização de Cooperação de Xangai (OCX), bloco liderado por Pequim e Moscou, que inclui também a Índia e os países da Ásia Central, visando construir uma alternativa de segurança e cooperação à hegemonia ocidental.